Entrevista à TV Prevê
Os amigos, médicos e homens públicos PEDRO TOBIAS E RUBENS CURY concederam entrevistas ao vivo hoje à TV Educativa Prevê de Bauru. Durante cerca de 50 minutos ao programa “Enfoque Regional”, eles falaram sobre seus trabalhos nos governos Geraldo Alckmin e José Serra, sobre Educação, Poder Judiciário e governo Dilma.
Ao lado do ex-prefeito de Pederneiras, Rubens Cury, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) sugeriu que o colega continue trabalhando no Palácio dos Bandeirantes, especialmente na Casa Civil, como fez de forma competente no governo José Serra.
“Com isso, a nossa região continuará ganhando”, disse o parlamentar.
Na avaliação de Rubens Cury, o governo Serra fez grandes investimentos nos municípios paulistas porque herdou a casa em ordem de Geraldo Alckmin, teve um momento econômico favorável e delegou poderes à Casa Civil, que teve, pela primeira vez, um orçamento de cerca de R$ 500 milhões por ano para destinar aos municípios, independente da sigla partidária dos prefeitos.
“O governo Serra teve êxito na questão dos investimentos destinados aos municípios em todos os setores. Bauru, por exemplo, teve uma sequência de grandes investimentos nos governos Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, todos do PSDB”, ressaltou Rubens Cury.
Pedro Tobias lembrou que, nos últimos 12 anos, todas as obras realizadas em Bauru foram com recursos liberados pelo governo do Estado. Na opinião do deputado, está na hora do prefeito Rodrigo Agostinho cobrar a mesma atenção e recursos do governo federal, seguindo o exemplo da efetiva parceria que Bauru tem com o governo do Estado.
“Está na hora de buscar recursos em Brasília para cumprir as promessas de campanha, como verbas para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto e para infraestrutura urbana”, disse.
Para o seu quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de São Paulo, Pedro Tobias disse que vai dedicar-se à Educação. Irá trabalhar especialmente para melhorar a qualidade do ensino público. Segundo ele, apesar de São Paulo ser o único Estado que investe 30% de seu orçamento em Educação, a sociedade está insatisfeita.
“Precisamos mobilizar a sociedade – educadores, pais de alunos, estudantes e governos – para discutir o processo educativo e apresentar mudanças que, na prática, beneficiem principalmente os usuários, no caso os estudantes. Essa discussão deve ser ampla e em defesa de um pacto pela Educação, e não apenas um debate político-partidário ou corporativo”, destacou o deputado.
Pedro Tobias disse que há vários fatores que podem influenciar na baixa qualidade de ensino. Como exemplos, ele citou a falta de respeito que existe hoje do aluno em relação ao professor, a questão salarial do magistério, maior envolvimento e comprometimento profissional.
“É precisoa haver nota para o comportamento do aluno na classe”, defendeu o deputado.
Ele também defende uma ampla discussão sobre a progressão continuada, mas revelou que o próprio Conselho Federal de Educação acaba de exigir esse modelo em escolas do ciclo 1 do Ensino Fundamental.
Médicos atuantes, PEDRO TOBIAS E RUBENS CURY disseram estar felizes e realizados profissionalmente.
“É o que nos dá muito prazer. A medicina é uma vocação, e a política é momento”.
Sobre novas demandas regionais, Pedro Tobias disse que vai trabalhar pela duplicação da rodovia Bauru-Ibitinga, pelas pavimentações das avenidas José Vicente Aiello e Lucio Luciano, a construção de um novo Fórum em Bauru e a instalação de novos cursos técnicos e tecnológicos das Etecs e Fatecs na região.
Questionados sobre a reivindicação orçamentária do Poder Judiciário paulista, que queria R$ 12 bilhões para 2011, RUBENS CURY E PEDRO TOBIAS afirmaram que o pleito é totalmente inviável.
“Este ano, o TJ teve um orçamento de R$ 5,5 bilhões e para o ano que vem terá cerca de R$ 7 bilhões. Esse é um reajuste constitucional de 6% e o possível de ser pago pelo governo do Estado. O TJ queria R$ 12 bilhões, o equivalente ao orçamento da Secretaria da Saúde. É justo ?”, questionaram.
Indagados sobre o aumento salarial de 62% para os parlamentares federais, PEDRO TOBIAS E RUBENS CURY disseram que o reajuste deveria ser de acordo com a inflação dos últimos quatro anos, ou seja, de 32%.
Sobre o novo governo Dilma Rousseff, RUBENS CURY avalia que a primeira presidenta do Brasil tem personalidade própria, mas a liderança e a aprovação do governo Lula deverão prevalecer.
“O PT obedece ao Lula, e não à Dilma. Eu não seu como é que ela vai conseguir andar sozinha com a imagem forte do atual presidente”.
Já PEDRO TOBIAS acredita que, na prática, o governo Dilma será o terceiro mandato de Lula.
“Ela não tem base partidária e nem política. Se ela for inteligente e grata, deve ouvir Lula”.
Finalizando a entrevista à TV Prevê, RUBENS CURY foi questionado se será novamente candidato a prefeito de Pederneiras, município que já administrou por dois mandatos consecutivos. Na resposta, ele foi enfático :
“Não é o meu desejo. Mas, na vida, eu nunca digo nunca e nem sempre. O tempo poderá me orientar”.











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