UM GOVERNO ESTADISTA
José Serra deixou o governo de São Paulo na semana passada. Foram apenas 39 meses de gestão, mas suficientes para imprimir uma marca indelével na história do Estado e firmar parâmetro do que deve ser uma administração competente e compromissada com o interesse público, acima do partidário ou do corporativo.
Por meio desta saudável experiência, estão expostas, sem subterfúgios, as credenciais que o PSDB oferece aos brasileiros. É com elas que pretende voltar a governar o país.
Numa época em que o governo federal vale-se de todo tipo de maquiagens e propagandas para ludibriar a população, a gestão Serra em São Paulo entregou a quem vive no Estado grandes realizações. Em menos de quatro anos, são R$ 64 bilhões investidos, graças ao planejamento e a uma rigorosa austeridade fiscal herdadas dos governos Mário Covas e Geraldo Alckmin. Em tempo de PAC 1 e PAC 2, vale comparar : o governo do PT conseguiu investir até agora apenas R$ 35,2 bilhões do Orçamento Geral da União no mesmo período em todo o Brasil, mesmo estando no poder desde 2003.
Mas o que mais interessa na gestão Serra não são os números frios e, sim, o efeito que tiveram e que terão – porque o horizonte com que se age em São Paulo, é longo – por décadas na vida da população. Assim como o próprio Serra disse em sua despedida, “os governos, como as pessoas, têm de ter caráter e coerência, não cedendo à demagogia e não cultivando escândalos ou roubalheira”. E realmente Serra fez um governo honrado, empreendedor e social.
Sem ser enfadonho, vale citar alguns desses feitos, começando pela ampliação dos programas sociais como o Viva Leite, o Renda Cidadã e o Ação Jovem, beneficiando milhares de crianças, jovens, idosos e famílias carentes de todo o Estado, inclusive de nossa região.
Outro programa estadista do governo Serra foi o Água Limpa, que enfrentou a constatação terrível do Brasil segundo a qual os governos investem pouco em saneamento porque se trata de “dinheiro enterrado”. Pois o governo Serra vai enterrar até o final deste ano perto de R$ 7 bilhões em saneamento. Ao fazê-lo, semeia saúde.
Falando em Saúde, a prioridade dada em seu governo traduziu-se em 10 novos hospitais na rede pública; novas fábricas de remédio e de vacina, além da ampliação do programa de remédio de graça, o Dose Certa, e da rede de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs).
O governo Serra também fez grandes investimentos nos ensinos técnico e tecnológico, mais do que dobrando as vagas nas Escolas Técnicas (Etecs) e nas Faculdades de Tecnologia (Fatecs). Afinal, não é a toa que aqui em São Paulo se diz : “este é o ensino que vira emprego”.
A modernização e a ampliação da infraestrutura para o desenvolvimento foi outra prioridade do governo Serra, com grandes investimentos no Rodoanel; na recuperação e pavimentação de estradas vicinais e nas melhorias das estradas de terra por meio do programa Melhor Caminho. Prova disso é que recente pesquisa da CNT mostrou que as dez melhores estradas do Brasil estão em São Paulo.
Ressalto que o governo Serra exerceu o poder neste Estado sem discriminar ninguém. Os prefeitos sabem que sempre encontraram no governador um interlocutor que falou em defesa de políticas de estado, independentemente da sigla partidária, e testemunharam que as atitudes de Serra sempre foram voltadas a servir ao interesse público, e não a máquinas partidárias.
José Serra deixou o cargo para o qual foi eleito com a franca sensação de dever cumprido. Sua gestão inovadora – que vão da Nota Fiscal Paulista à Rede de Reabilitação Lucy Montoro; da Universidade Virtual à ambiciosa Lei de Mudanças Climáticas paulista – prossegue sob comando de seu vice, Alberto Goldman, igualmente eleito. Está tudo preparado para que tantas e tão positivas ações e outras mais comecem a se espalhar por todo o Brasil. Este é o caminho…
José Eduardo Amantini é presidente do PSDB de Itapuí











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